BIBLIOTECA VIRTUAL EAF PARA TRABALHOS ESCOLARES

quinta-feira, julho 21

O Urso e a Raposa

Ilustração Martha Werneck

Uma vez, um grande urso e uma esperta raposa compraram juntos um pacote de manteiga. Eles queriam comê-la no Natal e, assim, esconderam-na debaixo de uma grande árvore.
Depois, deram um passeio e se deitaram ao sol para tirar um cochilo. Depois de algum tempo, a raposa se levantou, correu direto para o pacote e comeu um terço da manteiga. Mas, quando voltou, o urso estava acordado e perguntou onde ela havia ido, para estar tão gorda de repente...
"Você não vai acreditar"- disse a raposa - "mas eu fui convidada para uma festa de batizado!"
"É mesmo?" - disse o urso - "e qual é o nome da criancinha?"
"Sócomeçado" - disse a raposa.
Então, eles se deitaram de novo e voltaram a dormir. Logo depois, a raposa levantou-se e correu mais uma vez até o pacote.
Comeu um bom pedaço. Quando voltou e o urso perguntou-lhe, de novo, onde ela havia estado, a raposa disse:
"Menino! Não é que eu fui convidada para mais uma festa de batizado? Imagine!"
"E qual era o nome da criança desta vez?" - perguntou o urso.
"Nametade", disse a raposa.
O urso achou aquele um nome bastante estranho, mas assim que começou a pensar naquilo foi logo bocejando e se espreguiçando, até que dormiu de novo.
É claro que, nem bem ele começou a roncar, a raposa se ergueu e correu de novo para a manteiga. Dessa vez, não sobrou nada para contar a história.
O animal voltou até o urso e contou de novo a história da festa de batizado. Agora, o nome do recém-nascido foi "Lambidoatéofim".
Mais uma vez os dois dormiram, desta vez por muito tempo. Quando acordaram, foram pegar o pacote para desembrular a manteiga - e descobriram que ela tinha sido inteiramente, completamente comida por alguém...
Foi uma confusão. O urso culpou a raposa, que culpou o urso, que culpou a raposa de novo. Cada um dizia que o outro havia comido o conteúdo do pacote enquanto o um dormia.
"Bem"- disse a raposa - "nós vamos descobrir rapidamente quem de nós comeu a manteiga. É só nós deitarmos ao sol. Aquele que tiver as bochechas engorduradas quando acordar é o ladrão!
O urso achou que aquela era uma boa idéia, sobretudo porque ele tinha certeza absoluta de que não tinha comido a manteiga.
A raposa correu até o papel do pacote, que ainda tinha um pouco de manteiga grudado. Depois, voltou até o urso, que agora dormia a sono solto sob o sol. Ela passou manteiga nas bochechas do colega e, em seguida, deitou-se e dormiu.
Quando os dois acordaram, a manteiga derretida pelo sol havia torrado os bigodes do urso. Assim, ficou mais do que provado: o urso era o grande culpado!
Se você fosse um urso, acreditaria nisso?

Urashima Taro


Esta é a história de um pescador que vive uma aventura no Império do Mar. É uma famosa lenda do folclore japonês.
Ilustração Dia PortoFazia um belo dia de sol naquela praia do Japão. Mas, como gente má existe tanto ao sol e na chuva, um grupo de garotos maltratava uma pequena tartaruga na areia.
Vendo isso, Urashima Taro, um pescador que morava por ali, correu em direção a eles. Salvou a tartaruga e devolveu-a ao mar.
No dia seguinte, Urashima estava de novo na praia pescando, quando uma enorme tartaruga se aproximou dele.
"A tartarugazinha que você salvou ontem é filha do Imperador do Mar" - ela disse. "Ele gostaria de ver você para agradecer o que você fez."
Urashima ficou encantado! Subiu nas costas da tartaruga e os dois mergulharam no mar.
"Vou fazer um feitiço para que surjam brânquias em você, Taro" - disse a grande tartaruga. "Assim, você conseguirá respirar debaixo d'água."
E foram os dois lá para o fundo mais fundo do mar, até chegarem ao palácio do rei-dragão, Ryugu-jo.
Era um enorme palácio enfeitado de algas, pérolas e corais de todas as cores. Peixes-elétricos forneciam energia, de modo que tudo estava lindamente iluminado.
O pescador entrou no edifício e se encontrou com o imperador e sua filha, a pequena tartaruga. Que, é claro, não era uma tartaruga de verdade, e sim uma bela princesa.
Muitas festas foram dadas em homenagem a Urashima Taro, e ele acabou ficando no palácio vários dias. Afinal, era tudo muito agradável e divertido.
Mas o pescador começou a sentir saudades de casa, da sua cidade, da sua mãe e do seu pai.
"Acho que gostaria de voltar para casa, agora" - disse ele à princesa.
O imperador ficou triste, mas não impediu a volta de Taro. E lá se foi o rapaz de volta à sua vila, levando nas costas uma arca, que a princesa lhe dera de presente ao partir.
"Só abra quando ficar bem velho e de cabelos brancos. Prometa." - pediu a moça.
"Eu prometo." - disse Taro.
Urashima chegou em sua vila, mas levou um susto. Tudo estava completamente mudado! Havia ruas novas, praças e prédios que ele nunca tinha visto. E não havia ninguém que ele conhecesse. Como isso era possível?
Pergunta daqui, pergunta dali, ele acabou descobrindo que o tempo no Reino do Mar passava bem mais devagar do que em terra firme. Enquanto ele estava lá embaixo, haviam se passado 300 anos! Sua mãe, seu pai, seus primos, o padeiro, a professora - todos haviam morrido há muito tempo atrás.
Horrorizado, o pescador voltou à praia e chorou, chorou, gritou e chorou mais. Ficou na areia horas a fio, esperando reencontrar a tartaruga. Mas ela não aparecia.
Com raiva, acabou abrindo a arca que a princesa lhe dera. Lá de dentro foi saindo uma nuvenzinha de fumaça branca, que desceu para o chão e começou a envolvê-lo lentamente, subindo pelos pés.
O corpo de Urashima foi ficando todo enrugado, curvado, velhinho. Cresceu-lhe uma barba, seu cabelo ficou branco e ele foi perdendo os dentes. Mal ouviu a voz triste da princesa, vinda do fundo do mar:
"Eu avisei, Urashima. Não era para abrir a arca. Nela, estavam todos os seus anos."
Aquela arca mágica guardava a eterna juventude de Urashima Taro. O pescador, irritado e impaciente, acabava de perdê-la para sempre.
Para discutir com pais e amigos:
Tartaruga respira debaixo d'água?
Será que Urashima queria viver assim, em meio a estranhos? Afinal, o povo do mar era bom ou era mau?
Se você fosse convidado a visitar um reino mágico, gostaria de voltar para casa ou ficaria lá para sempre?
 

Kaguya da Lua


Era uma vez um velho artesão que fazia objetos de bambu para viver. Um dia, ele encontrou um bambu especialmente bonito e brilhante no alto de uma montanha. Quando o cortou, uma pequena nenenzinha saiu de dentro da planta. O velho levou a criança com ele, deu-lhe o nome de Kaguya e a criou, juntamente com a mulher dele.
Em alguns meses, a menina havia crescido muito e ficado ainda mais linda do que já era. Sua beleza atraiu vários príncipes e cinco deles chegaram a propor casamento à menina. Ela pediu a cada um deles que procurasse pelo mundo e trouxesse para ela um lendário tesouro, como uma língua de dragão, chifre de unicórnio ou coisa parecida. Quem conseguisse, se casaria com ela.
O primeiro príncipe morreu tentando. O segundo falsificou o tesouro, mas sua trapaça foi logo descoberta. Outros simplesmente falharam. E, assim, ninguém pôde casar-se com a menina, até que o próprio Imperador a pediu em casamento - e ela recusou!
Muitos anos se passaram. O artesão reparou que Kaguya parecia triste e melancólica quando via a lua. E, quando ele lhe perguntou por que, ela respondeu: "Descobri que eu sou filha do luar, e que o povo da lua virá levar-me embora daqui na próxima lua cheia".
É claro que o velho pai postiço ficou surpresíssimo. Ele decidiu não deixar que aquilo acontecesse de jeito nenhum. Falou com o imperador que, por sua vez, mandou seus soldados para guardarem a casa.
Mas de nada adiantou. Na lua cheia, tal como Kaguya dissera, uma carruagem desceu do céu e parou em frente à casa da menina. O exército imperial lutou bravamente, mas tudo foi em vão - afinal, os soldados lutavam contra forças muito poderosas.
O luar veio até a menina e ordenou-lhe que dirigisse a carruagem de volta à lua. Ela chorou, agradeceu, despediu-se do artesão e de sua mulher e foi embora, obediente, reinar como Princesa da Lua.
 O que você acha que esta história tão estranha quer dizer?
 

domingo, julho 10

FESTA JULHINA EAF - Diurno

Hoje, 09/07 aconteceu a animadíssima Festa Julhina EAF. Além das deliciosas comilanças, jogos de argola, pescaria, boca do palhaço, etc. atividades características deste dia, tivemos o famoso casamento na roça. O DTG - Departamento de Tradições Gaúchas Caminhos da Tradição da  nossa escola emocionou e encantou a todos pela beleza dos trajes e sincronia nas danças.

Pessoal do casamento na roça

Só os valentes

Só as mocinhas

Casamento na Roça

DTG - Caminhos da Tradição














sábado, julho 9

FESTA JULHINA DA EJA - Educação de Jovens e Adultos (Noturno)

Aconteceu dia 08 de julho a Festa Julhina da EJA. Dentre as atividades, o desfile de melhor caracterização foi bem disputado entre os/as caipiras que almejavam um curso de informática oferecido pela Escola Prof. Ari Azambuja.

No concurso de dança não foi diferente, as duplas tiveram que dançar 12 minutos de quadrilha maluca, uma dança que mistura outros rítmos no meio da quadrilha tradicional, como Bate o Pé de Roberto Leal, Macarena, Samba, música alemã, italiana entre outras.

A Festa Junina é um acontecimento antigo de agradecimento pelas colheitas na qual, nos tempos de outrora, cada um levava um prato com alimentos, geralmente feito de milho e, com muita música e brincadeiras, confraternizavam o período produtivo.  Na nossa escola não foi diferente, a maioria dos alunos trabalham e mesmo assim conseguiram um tempo para preparar verdadeiras delicias. A comida, o quentão, a música, a dança e as brincadeiras aqueceram a nossa noite junEJA.
Dona Máxima vencedora de mais bela caipira, seu esposo e vice-diretora Liliam.
"Meu sonho era ganhar um curso de informática.
Esta noite vou dormir com os anjinhos de tanta felicidade!"
Diz dona Máxima

Caracterizados 

Profª Rose e Profª Liliam

Prontos para o desfile coletivo


Neste frio, caipira moderno não esquece o cachecol


Mesa da comilança


Ninguém resistiu ao quentão da tia Ana


Alunos aplicados









Mauro, seu Eli e seu Hamilton



Professoras Carmem, Solange e Carmelina 

Belas caipiras Profª Rose  e aluna Janaina

"E até 2012 persoar!"


sábado, junho 18

VEM AÍ A FESTA JULINA DO ADOLFÃO. EBA!





FESTA JUNINA
Christiane Angelotti


É assim que chamamos no Brasil as festas comemoradas no mês de junho em homenagem a três Santos Cristãos: Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29).

A influência portuguesa em nossa cultura, provavelmente é a razão pela qual comemoramos as datas desses Santos católicos. Porém, tal comemoração também deve ter sido influenciada por antigos povos como os celtas, os grego- romanos que praticavam rituais com fogueiras e festejos para homenagear os deuses da colheita, já que a época de junho nos países do hemisfério norte é o início do verão, época propícia para o plantio.

Esse mês é marcado por festas típicas, comidas deliciosas e muita dança.

Costumamos montar um arraial, que é uma aldeia (temporária, pois só existe durante as comemorações), com barracas de comidas típicas do nosso país, brincadeiras, jogos, dança e muita diversão. Arraial que se preze tem fogueira, bandeirinhas para decoração, quadrilhas, baião, forró, e gente vestida de caipira (um jeito estilizado de mostrar o homem da roça), casamento na roça e mais.

Antigamente, costumava-se soltar balões nessa época do ano, mas devido os incêndios que eles podem provocar, é aconselhável se divertir com os fogos de artifício (sempre com cuidado) e com a festa em si.

As festas juninas são comemoradas no Brasil desde o século XVI. Tais comemorações sofreram muitas adaptações desde o seu início no nosso país.

As festas juninas nos fazem viver intensamente nosso folclore, a nossa cultura. Nessas festas temos a influência de vários povos que marcaram a nossa história. Dos portugueses nós herdamos muito, comidas (como arroz doce), a festa em si, a religião, algumas danças como a dança das fitas. Dos franceses herdamos a quadrilha com passos e marcações inspirados na corte européia. Dos índios o gosto por alimentos como mandioca, milho. Dos africanos danças, comidas. É difícil separar as influências que sofremos pois somos o resultado de tudo isso, da mistura de povos e tradições.

As comemorações apresentam diversas características de acordo coma região do país.

Os Santos Padroeiros das festas:


Santo Antônio- conhecido como santo casamenteiro, santo que protege e preserva o amor e também um santo que encontra coisas.

Geralmente na véspera da festa desse Santo, as pessoas interessadas em casar, arrumar um amor ou preservar o seu , costumam fazer simpatias par ao santo.

Santo Antônio foi um religioso português que nasceu em 1195 em Lisboa. Morreu jovem ainda , com apenas 36 anos em Pádua, na Itália.


São João- um dos santos mais populares. Considerado santo protetor das mulheres grávidas.

Segundo a Bíblia, João era primo em segundo grau de Jesus, pois Isabel era prima de Maria.

João batista batizou Jesus nas águas do rio Jordão, rio que hoje faz a fronteira entre Israel e a Jordânia e entre esta e a Cisjordânia.

Segundo a lenda( não baseada na bíblia): Isabel, mãe de São João era prima da Virgem Maria. São João não havia nascido ainda, mas era esperado. Isabel prometeu à Virgem avisá-la logo que criança nascesse. As duas casas não eram muito distantes, de modo que de uma se avistava a outra, com um pouco de esforço.

Numa noite bonita, de céu estrelado, São João nasceu. Para avisar a Virgem, Isabel mandou erguer, na porta de sua casa, um mastro e acendeu uma fogueira que o iluminava. Era o aviso combinado.

A Virgem Maria correu logo a visitar a prima. Levou-lhe de presente uma capelinha, um feixe de folhas secas e folhas perfumadas para a caminha do recém –nascido”.

João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, um profeta de grande popularidade.

Fez severas críticas à família real da época, a do rei Herodes Antipas, da Galiléia, pois o rei era amante da sua cunhada, Herodíades. Segundo o evangelho de São Marcos (cap. 6, vers. 17-28) Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista, que se encontrava preso. O “presente” foi trazido em uma bandeja de prata.

A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneiro no colo, já que segundo a Bíblia, ele anunciou a chegada cordeiro de Deus.

Diz a lenda que São João adora festa, mas que é preciso muitos fogos e uma fogueira bem bonita para ele ficar feliz.

São Pedro- foi pescador e apostolo de Jesus. É conhecido como santo dos pescadores, guardião das chuvas e “porteiro do céu”.
Depois da morte de Jesus, Pedro viveu muitos anos pregando a palavra de Deus. É considerado o fundador da Igreja Católica.
As fogueiras fazem parte da tradição das festas juninas. O fogo é tido como símbolo de purificação desde a antigüidade. Cada festa porém, tem a sua fogueira especial.
Na festa de Santo Antônio a fogueira deve ter uma base quadrada , é também conhecida como chiqueirinho.
Na festa de São João a fogueira deve ter uma base redonda, fazendo a fogueira ser cônica, em formato de pirâmide.
A fogueira da festa de São Pedro deve ter a base triangular e deve ser triangular.
Agora que você já sabe um pouco mais das festas juninas conheça algumas curiosidades:

A reprodução do texto acima, permitida somente mediante autorização prévia da autora.



E-mail: chris@angelotti.eti.br



Simpatias

1- Sabedoria da bananeira


Na noite de São João, de 23 para 24, deve-se enfiar uma faca virgem (nova) no tronco de uma bananeira. No dia seguinte, de manhã bem cedo, retire a faca que nela aparecerá o nome do(a) futuro(a) noivo(a).


2-Papéis mágicos

Na noite de São João, escreva em pequenos papéis o nome de vários(as) pretendentes. Enrole-os e jogue-os em uma bacia ou copo d'água. O papel que se desenrolar primeiro indicará o nome do(a) futuro(a) companheiro(a).


Músicas Juninas

Cai, Cai Balão
domínio público
Cai, cai balão
Cai, cai balão/Aqui na minha mão
Não cai não, Não cai não, não cai não
Cai na rua do sabão.



Olha Pro Céu Meu Amor
Autores:José Fernandes e Luiz Gonzaga

Olha pro céu meu amor / Vê como ele está lindo /
Olha prá quele balão multicor / Como no céu vai sumindo.
Foi numa noite igual a esta / que tu me deste o teu coração/
O céu estava em festa / porque era noite de São João /
Havia balões no ar / xote, baião no salão /
E no terreiro o teu olhar / que incendiou meu coração.



Sonho de Papel
Autor: Alberto Ribeiro

O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração.
Sonho de papel/ A girar na escuridão/ Soltei em seu louvor/ No sonho multicor/ Oh! Meu São João.
Meu balão azul/ Foi subindo devagar/ O vento que soprou/ Meu sonho carregou/ Nem vai mais voltar.



Capelinha de Melão
(domínio público)

Capelinha de melão / É de São João /
É de cravo, é de rosa / É de manjericão.
São João está dormindo / Não me ouve não /
Acordai, acordai / Acordai, João.



Pula a fogueira
Autores: Getúlio Marinho e João B. Filho

Pula a fogueira, Iaiá
Pula a fogueira, Ioiô
Cuidado para não se queimar
Olha que a fogueira
Já queimou o meu amor
Nesta noite de festança
Todos caem na dança
Alegrando o coração
Foguetes, cantos e troca
Na cidade e na roça
Em louvor a São João
Nesta noite de folgueto
Todos brincam sem medo
A soltar seu pistolão
Morena flor do sertão
Quero saber se tu és
Dona do meu coração


Balão vai subindo
(domínio público)

O Balão vai subindo
Vem vindo a garoa
O Céu é tão lindo
E a Noite é tão boa
São João, São João
Acende a fogueira do meu coração.



Isto é Lá Com Santo Antônio
Autor: Lamartine Babo

Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio



Noites de junho
(de João de Barro e Alberto Ribeiro)

Noite fria, tão fria de junho
Os balões para o céu vão subindo
Entre as nuvens aos poucos sumindo
Envoltos num tênue véu
Os balões devem ser com certeza
As estrelas aqui desse mundo
As estrelas do espaço profundo
São os balões lá do céu
Balão do meu sonho dourado
Subiste enfeitado, cheinho de luz
Depois as crianças tascaram
Rasgaram teu bojo de listas azuis
E tu que invejando as estrelas
Sonhavas ao vê-las ser astro no céu
Hoje, balão apagado, acabas rasgado
Em trapos ao léu.



Chegou a hora da fogueira
(Lamartine Babo)

Chegou a hora da fogueira
É noite de São João
O céu fica todo iluminado
Fica o céu todo estrelado
Pintadinho de balão
Pensando no caboclo a noite inteira
Também fica uma fogueira
Dentro do meu coração
Quando eu era pequenino
De pé no chão
Eu cortava papel fino
Pra fazer balão
E o balão ia subindo
Para o azul da imensidão
Hoje em dia o meu destino
Não vive em paz
O balão de papel fino
Já não sobe mais
O balão da ilusão
Levou pedra e foi ao chão
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